Publicada em: 09/01/2020 | 67 Visualizações

: Policiais "adotam" menino de 9 anos com deficiência física em Rio Real







Márcio Vitor Santos Guimarães tem 9 anos de idade, possui má formação nos dois braços e é criado pela avó. Mas Marcinho, como é conhecido, ganhou dois “padrinhos” inesperados, que agora lhe entregam presentes, cuidado, alimentação, saúde e educação.



 



Os soldados Samuel Souza de Jesus e Alberto Balbino de Andrade conheceram Marcinho durante uma visita da Ronda Escolar à Creche Amélia Rodrigues, onde estudava. “Ele nos chamou atenção pela facilidade com que executava as tarefas escolares e o espírito de liderança na turma, mesmo com as dificuldades provenientes da deficiência”, lembra o soldado Samuel.



 



Foi no “Soldado Noel”, festa de Natal promovida pela 6ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Rio Real), que a aproximação aconteceu de maneira mais intensa. Na ocasião, Marcinho tinha quatro anos e logo pediu uma farda da PM de presente.



 



Rapidamente, o garoto se apegou aos policiais. “Começamos a ensinar os comandos policiais, além de levar ele para todas as atividades sociais da corporação. Vimos nessa relação paternal a oportunidade de estimular suas habilidades, inteligência e, por intermédio de nosso antigo comandante, conseguimos uma bolsa escolar totalmente gratuita em uma escola particular de Rio Real”, contou Samuel.



 



O garoto ganhou livros, caderno e todo o material didático necessário para iniciar uma nova jornada escolar, doados pelos policiais. “Semanalmente, vamos na escola saber do comportamento, notas, e estamos bem contentes. Ele vai passou direto com notas ótimas. Marcinho com certeza se tornou nosso filho, filho da 6ª CIPM”, continuou. 



 



Alberto, que também acompanhou a história do garoto quando servia à CIPM de Rio Real, divide os cuidados com o colega. “Não bastava apenas matricular em uma escola de qualidade, precisávamos cuidar da alimentação e da saúde, então também passamos a custear toda a alimentação escolar dele”, afirmou. Atualmente lotado na 36ª CIPM/Dias D’avila, ele mantém os cuidados com o menino. 



 



Ainda segundo Alberto, o garoto já se tornou integrante da unidade. “Sinto muita saudade da convivência com ele, há um sentimento de pai para filho. Toda vez que me sinto triste em Dias D’Ávila, lembro da felicidade dele e tudo melhora”, disse, lembrando com carinho do último 7 de setembro, quando desfilaram juntos.



 



A avó do garoto, Selvina Nascimento Viana, 54 anos, cuida dele desde que nasceu e diz que os policiais foram uma “benção” na vida deles. “Tudo melhorou a partir dessa amizade. Hoje, se Marcinho sente qualquer coisa, eles levam ao pediatra, Dr Alex Kid, que nos atende gratuitamente por intermédio da CIPM. Os policiais cuidam da alimentação, levam pra passear nas férias, tudo por conta deles”, afirmou.



 



Ainda segundo ela, a melhor parte dessa relação é o desenvolvimento do garoto. “Ele está mais estudioso, as notas todas boas, além de se comunicar melhor. Os policiais têm todo o cuidado na disciplina dele”, concluiu.





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